NÃO É SAUDOSISMO...

IANKEES GO HOME

NÃO É SAUDOSISMO...

... APESAR DE TER PASSADO, EM MINHA EXISTÊNCIA, PELOS MOVIMENTOS O PETRÓLEO É NOSSO E O NEFASTO PERÍODO DITATORIAL. SEMPRE APRENDI QUE ONDE HÁ FUMAÇA HÁ FOGO E NA POLÍTICA E RELAÇÕES INTERNACIONAIS SE APLICA MUITO BEM ESSE ADÁGIO POPULAR. LONGE DE SER ANTIAMERICANO E XENÓFOBO, ANALISO BEM ANTES DE EMITIR QUALQUER
OPINIÃO OU PENSAMENTO. TENHO RECEBIDO MUITOS LINKS E E-MAILS TRATANDO DO ASSUNTO INTERNACIONALIZAÇÃO DA AMAZÔNIA E JÁ POSTEI EM OUTRO BLOG, ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE O ASSUNTO. POR FORÇA DA MINHA PROFISSÃO - ANALISTA DE SISTEMAS - FUI PESQUISAR NA REDE O QUE HAVIA SOBRE O ASSUNTO. DEPAREI-ME COM APROXIMADAMENTE 23.300 LINKS. SE CONSIDERAR-MOS QUE PODEM HAVER 50% DE REPIQUES, AINDA SOBRAM AINDA 11.500 OPINIÕES. SE CONSIDERARMOS
50% PARA PRÓ E 50% PARA CONTRA, ENCONTRAREMOS 5.750 QUE SÃO CONTRA A INTERNACIONALIZAÇÃO DA AMAZÔNIA. VAMOS COMBINAR QUE SÓ 10% SEJAM POSIÇÕES BEM FUNDAMENTADAS E QUE POSSAM SER COMPROVADAS, SOBRAM 575 ARTIGOS QUE MANDAM EMBORA OS YANKEES( NÃO PODEM SER CHAMADOS ESTADOUNIDENSES, POIS OS MEXICANOS E BRASILEIROS TAMBÉM O PODEM SER - NORTEAMERICANOS TAMBÉM NÃO, POIS MEXICANOS E CANADENSES TAMBÉM O SÃO) - NÃO PEJORATIVO. VOU EM BUSCA DOS 575 ARTIGOS COERENTES.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

O ovo da serpente eclodiu! Bem vindos ao 4º Reich


"Do golpe que demos nos nossos inimigos ao poder duradouro do nosso exemplo moral, a América está de volta", declarou, entre aplausos. "Qualquer um que diga o contrário, que diga que a América está em declínio ou que nossa influência está diminuindo, não sabe do que está falando. A América continua a ser a Nação indispensável nos assuntos mundiais. Enquanto eu for presidente, pretendo manter assim."


Obama faz alerta ao Irã e propõe aumentar imposto dos mais ricos

Durante discurso tradicional nos EUA, presidente também ataca pontos fracos de sua administração

25 de janeiro de 2012 | 0h 25
Denise Crispim - Correspondente
Atualizado às 4h50
Barack Obama discursa no plenário do Congresso americano - J. Scott Applewhite/AP
J. Scott Applewhite/AP
Barack Obama discursa no plenário do Congresso americano
WASHINGTON - Em seu terceiro discurso sobre o Estado da União, na noite de terça-feira, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, teve o cuidado de não declarar a vitória americana no Iraque nem de reforçar seu plano de retirada de tropas do Afeganistão até o final de 2014. Cauteloso, celebrou a Primavera em países árabes, mas sublinhou sua "incerteza" de como "essa incrível transformação terminará".
Em tom mais acertivo, estampou a continuidade da guerra contra o terrorismo "do Paquistão ao Iêmen", um possível conflito militar dos EUA contra o "isolado" Irã e a inevitável derrubada de Bashar al-Assad, presidente da Síria. "O regime (iraniano) está mais isolado que nunca; seus líderes enfrentam sanções devastadoras e, enquanto eles não assumirem suas responsabilidades, essas pressões não reduzirão", afirmou, ao elogiar os esforços da diplomacia americana. "Não vou deixar dúvidas: a América está determinada a evitar que o Irã tenha arma nuclear, e eu não vou tirar as opções da mesa para alcançar esse objetivo", completou Obama, para em seguida salientar sua preferência por uma "solução pacífica".
Ao tratar a guerra contra o terrorismo, tema presente em todos os discursos sobre o Estado da União desde 2001, Obama valeu-se de seu principal troféu como exemplo de sucesso de sua política nessa área. mostrou-se ainda mais cauteloso. A morte de Osama Bin Laden, líder da Al-Qaeda, por um comando especial das Forças Armadas americanas em maio passado ocupou logo o segundo parágrafo de seu discurso, logo depois de suas bas vindas às tropas regressadas do Iraque. "Pela primeira vez em nove anos, não há Americanos lutando no Iraque. Pela primeira vez em duas décadas, Osama Bin Laden não é uma ameaça para este país".
Obama ressaltou sua versão de que os militantes remanescentes da Al-Qaeda estão "cambaleantes", sem ter como escapar da perseguição dos Estados Unidos. Mas, logo depois de ter ressaltado o retorno de 10 mil soldados americanos do Afeganistão, em dezembro passado,  e de outros 23 mil até meados deste ano, esquivou-se de reiterar seu plano de finalizar essa guerra até o final de 2014, anunciado no ano passado. No segundo semestre deste ano, ainda restarão cerca de 70 mil soldados americanos no Afeganistão. Obama visivelmente preferiu adotar no discurso o tom mais cauteloso sugerido por seus conselheiros militares.
"A transição para a liderança afegã continuará, e vamos construir uma duradoura parceria com o Afeganistão, para (esse país) nunca mais tornar-se fonte de ataque contra a América", declarou. Diante das notícias de acirramento dos ataques de tropas oficiais aos oponentes do governo sírio, Obama afirmou estar certo de que "o regime de Al-Assad vai descobrir em breve que as forças da mudança são irreversíveis e que a dignidade humana não pode ser negada". Ilustrou essa certeza com a queda do ex-líder líbio Muamar Kadhafi, no ano passado. E, nas entrelinhas, resumiu sua certeza da derrubada do regime de Damasco.
Ao mencionar as incertezas sobre o rumo da Primavera nos países árabes, Obama teve o cuidado de prometer o apoio dos EUA a políticas em favor da democracia, dos direitos humanos e dos mercados livres. "Vamos ficar ao lado dos direitos e da dignidade de todos os seres humanos - homens e mulheres; cristãos, muçulmanos e judeus", afirmou. Em uma espécie de interlúdio, para conciliar e afagar a platéia de democratas e republicanos, Obama defendeu ser indiscutível a liderança americana no mundo. Essa condição estaria expressa, segundo ele,  no compromisso dos EUA com a segurança de Israel, nas coalizões para assegurar o uso de material nuclear, nas missões de combate à fome e a doenças.
"Do golpe que demos nos nossos inimigos ao poder duradouro do nosso exemplo moral, a América está de volta", declarou, entre aplausos. "Qualquer um que diga o contrário, que diga que a América está em declínio ou que nossa influência está diminuindo, não sabe do que está falando. A América continua a ser a Nação indispensável nos assuntos mundiais. Enquanto eu for presidente, pretendo manter assim."
Impostos. Com a reeleição como maior desafio em 2012, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, confrontou a maioria republicana no Congresso com uma agenda econômica desenhada na medida para agradar o eleitorado democrata. Sua posição foi expressa em detalhes ao longo de seu discurso de uma hora de duração sobre o Estado da União, na noite de terça-feira. Obama defendeu o aumento de impostos sobre contribuintes mais ricos e a concessão de incentivos fiscais para os setores manufatureiro e de energia limpa. Ambas as iniciativas já foram obstruídas pelos republicanos, detentores de maioria na Câmara dos Deputados.
No plenário do Congresso, aplaudido efusivamente, o presidente americano convocou a oposição a trabalhar junto com o governo nessa agenda. Porém, já certo da recusa, orientou o texto do discurso para uma fácil diferenciação, pelo eleitor, entre sua receita para a recuperação econômica e a dos pré-candidatos republicanos. Obama valeu-se de pessoas comuns como exemplos dos que se beneficiarão – todas trazidas para o balcão da primeira-dama, Michele Obama – e resumiu suas mensagens em slogans fáceis de serem lembrados e repetidos.
O título dado ao discurso foi “Uma América Construída para Durar”, frase que sintetizou sua mensagem em favor de uma melhor distribuição das responsabilidades dos americanos. Ou seja, da  maior coleta de impostos dos mais abastados. “O retorno para os valores americanos do jogo limpo e da responsabilidade compartilhada ajudará a proteger nosso povo e nossa economia. Mas deve também nos guiar ao olharmos a redução da dívida pública e o investimento no nosso future”, declarou.
Obama defendeu novamente a receita dada pelo bilionário Warren Buffett, seu aliado, para essa reforma tributária. Contribuintes com renda anual superior a US$ 1 milhão não deve pagar menos de 30%. Aqueles com renda de até US$ 250 mil ao ano, não sofreriam aumento de tributo. Desde 2006, os contribuintes com renda superior a US$ 370 mil ao ano são beneficiados com redução no Imposto de Renda. Obama tentou, sem sucesso, derrubar três vezes essa medida no Congresso.
“Vocês podem chamar isso de luta de classes”, afirmou, dirigindo-se aos republicanos. “Mas, fazer um milionário pagar mais imposto que sua secretária? Muitos americanos chamariam isso de bom senso”, argumentou. Basicamente, Obama defendeu mais três grandes tópicos, além da reforma tributária: a necessidade de maior regulação sobre o sistema financeiro, uma nova política industrial e a solução para a crise no setor de financiamento de habitação, o epicentro da crise de 2008. O presidente americano não chegou a mencionar os riscos para a economia do país do agravamento da crise da dívida soberana na Europa.
Dívida imobiliária. Entre as poucas iniciativas inéditas do governo de Obama conhecidas nesse discurso estão a criação de unidade especial de procuradores federais para investigar o processo de concessão abusivo de empréstimos habitacionais, que levou à crise de 2008, e o envio ao Congresso de um plano para aliviar os detentores de hipotecas. Essa última proposta permitiria ao hipotecário que conbcorde em renegociar sua dívida a taxas mais baixas uma economia de US$ 3.000 ano ano, segundo Obama. Esse projeto também daria aos bancos chance de pagar aos contribuintes pelo pacote de socorro que receberam do governo no auge da crise.
“Não nos esqueçamos nunca: milhões de americanos que trabalham duro e conforme as regras todos os dias merecem um governo e um sistema financeiro que façam o mesmo”, afirmou. “É hora de aplicar as mesmas regras de cima para baixo: não aos resgates, não às benesses, não aos subterfúgios. Uma América construída para durar insiste na responsabilidade de todos”, completou.
Regulação Financeira. Obama rebateu os ataques da oposição republicana e de seus pré-candidatos à Casa Branca por ter apoiado e adotado a Lei Dodd-Frank, primeira iniciativa consistente dos EUA para a regulação de seu setor financeiro. Conforme defendeu, uma regulação inteligente não limita o livre mercado. “Ela faz o livre mercado funcionar melhor”, defendeu. “Nós colocamos em prática novas regras para manter Wall Street dentro de suas responsabilidades, para que a crise (de 2008) nunca se repita de novo”.
Política Industrial. As medidas defendidas por Obama no discurso sobre o Estado da União poderão significar aumento de gastos públicos – um alvo de inevitável ataque dos republicanos. Mas, conforme insistiu o presidente americano, certamente resultarão em novos empregos e no retorno dos postos de trabalho transferidos para o exterior. Mais emprego, neste ano, também significará melhor condição de reeleição do Obama. Nenhum presidente americano conseguiu se reeleger com um ambiente econômico marcado por uma taxa de desemprego de 8,5%, a registrada em dezembro passado.
A maioria das medidas de política industrial sugeridas por Obama depende de aprovação no Congresso. Ele defendeu a adoção de xxx iniciativas. Primeiro, a concessão de incentivos fiscais para empresas que tragam suas plantas e empregos, hoje no exterior, de volta aos EUA. Segundo, o aumento de impostos para multinacionais americanas que gerem empregos no exterior. Terceiro, a duplicação dos incentivos fiscais para empresas de alta tecnologia que mantenham suas instalações nos EUA.
“Minha mensagem é simples. Chegou a hora de parar de recompensar as empresas que enviam nossos empregos para o exterior e de começar a premiar as companhias que criam empregos aqui na América”, afirmou, ao desafiar o Congresso a aprovar uma lei nesse sentido. Como quarta iniciativa, Obama defendeu a negociacão de novos acordos bilaterais de livre comércio e o combate a práticas desleais nas trocas internacionais – um recado claro para a China, usada por ele como exemplo. Conforme adiantou, seu governo criará uma espécie de unidade policial de comércio para investigar as práticas desleais, o contrabando e a segurança dos produtos. Chegou mesmo a se dispor a trabalhar no velho estilo do caixeiro-viajante. “Vou a qualquer lugar para abrir mercados para os produtos americanos”, afirmou.
A quinta medida sugerida por ele foi a redução de impostos para pequenas e médias empresas investidoras em inovação. “Precisamos dar apoio a qualquer um que queira trabalhar e para qualquer empresário que aspire tornar-se o próximo Steve Jobs”, insistiu, referindo-se ao fundador da Apple, falecido no ano passado. A sexta iniciativa, também nas mãos do Congresso, foi a prorrogação da redução do imposto sobre a folha de pagamentos das empresas e sobre a renda dos trabalhadores de classe média a partir de fevereiro.
Como sétimo ponto, Obama defendeu o incentivo do governo federal ao setor de energia limpa, incluindo o gás natural, e o fim de subsídios para as companhias petroleiras. Também sugeriu a concessão de ajuda federal para indústrias que economizarem energia elétrica. Conforme argumentou, a parceria do governo com o setor privado fez dos EUA o líder na produção de baterias de alta tecnologia no mundo. “Por causa de investimentos federais, o uso de energia renovável dobrou, e milhares de americanos têm empregos.”
No oitavo tópico, em suas mãos, Obama prometeu assinar um decreto para acabar com as limitações ao investimento federal em infraestrutura. Ele lembrou ter os EUA injetado dinheiro no setor de construção de grandes projetos em momentos difíceis, como a Grande Depressão, nos anos 30. “Pegue o dinheiro que não vamos mais usar com a guerra, use a metade para pagar nossa dívida e o restante para fazer aqui nos Estados Unidos a construção de Nacão”, afirmou, valendo-se do termo aplicado para a política americana de reconstrução de países afetados por guerras.
A Educação, como meio de prover mão-de-obra mais qualificada para os novos desafios produtivos do país, fez parte do nono ponto da política industrial de Obama. Ele pediu ao Congresso que impeça o aumento de 100% na taxa de juros sobre o crédito estudantil, e aos Estados, que mantenham estudantes no ensino secundário até a formatura ou até completarem 18 anos.
Ciente da dificuldade de ser aprovado neste ano eleitoral a reforma da imigração – sua promessa da campanha de 2008 -, Obama apelou para os parlamentares aprovarem uma lei que autorize a permanência dos filhos de imigrantes indocumentados no país, com permissão para estudar nas universidades e/ou  abrir negócios, e também de estrangeiros graduados nos EUA. O Congresso já rejeitou, anteriormente, as mesmas iniciativas.

Eu participei e você?







Hi JOEL BENTO
Last week you stood with millions of Americans to protect online freedom and innovation. Congress heard you, and delayed consideration of the PIPA and SOPA bills, which -- if enacted -- would censor the Web and impose harmful regulations on American businesses.

We hope that today you will join us in thanking your representatives for protecting the Internet.

And we want to thank you, again, for your actions last week. We are humbled that so many of you rallied around what we believe is the most transformative invention in history.


Until next time,
The Google team

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Discurso corajoso de um soldado americano.


Discurso corajoso de um soldado americano.

Discurso corajoso de um soldado americano. O soldado apareceu morto 2 dias depois do discurso.
A autópsia revelou ter sido um ataque cardíaco…

Iraq Veterans Against the War 

 IVAW

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

sábado, 14 de janeiro de 2012

Palavras que calam os hipócritas!

sábado, 14 de janeiro de 2012

Palavras que Calam os Hipócritas!

Sou um Muçulmano
Mate-me e chame isto "Efeito Colateral"
Aprisione-me e chame isto "Medida de Segurança".
Exile meu povo e chame isto "Novo Oriente Médio"
Roube meus recursos, invada a minha terra e chame isto DEMOCRACIA!
No Cachete

A Marcha da Insensatez ou o Tabuleiro está montado


direto do  Ficha Corrida

A Marcha da Insensatez

by Gilmar Crestani

A possível batalha pelo Estreito de Ormuz

Depois de ouvir ameaças dos EUA durante anos, o Irã está tomando medidas que sugerem que considera fechar o Estreito de Ormuz e que tem capacidade para fazê-lo. Dia 24/12/2011, o Irã iniciou exercícios navais (Operação Velayat-90) no e à volta do Estreito de Ormuz, do Golfo Pérsico e Golfo de Omã (Mar de Omã), ao Golfo de Aden e Mar da Arábia.
Desde o início daqueles exercícios, cresce a guerra de palavras entre Washington e Teerã. Mas nada do que o governo Obama ou o Pentágono disseram ou fizeram, até agora, dissuadiu Teerã de dar prosseguimento aos seus exercícios navais.
À parte ser ponto vital de trânsito para recursos energéticos globais e gargalo estratégico, dois outros aspectos devem ser considerados quando se analisa o Estreito de Ormuz e a importância que tem para o Irã:
(1) a própria geografia do Estreito; e
(2) o papel do Irã na co-administração do estreito, nos termos da legislação internacional e das leis nacionais iranianas.
As embarcações de todos os tipos que passam pelo Estreito de Ormuz sempre mantiveram contato com as forças navais iranianas – a Marinha Regular Iraniana e a Marinha da Guarda Revolucionária do Irã. As forças navais iranianas monitoram e policiam o Estreito de Ormuz, administração compartilhada com o Sultanato de Omã, através de um enclave omanita que há ali, Musandam. Mais importante que isso: para navegar através do Estreito de Ormuz todo o tráfego marítimo, inclusive a Marinha dos EUA, é obrigada a navegar por águas territoriais iranianas; para sair, em muitos casos, cruzam-se águas territoriais de Omã.
O Irã sempre permitiu que embarcações estrangeiras amigas cruzem suas águas territoriais, nos termos, também, da Parte III da Convenção da ONU sobre Lei do Mar e de trânsito por mar, que estipula que as embarcações são livres para navegar pelo Estreito de Ormuz e outros corpos d’água semelhantes, em velocidade constante e sem se deterem, de um porto aberto até águas internacionais. Embora as autoridades de Teerã sigam as rotinas da Lei do Mar, Teerã não é legalmente obrigada a segui-las. Como Washington, Teerã também assinou seu específico tratado internacional e jamais o ratificou.
Tensões entre EUA e Irã
Atualmente, o Parlamento (Majlis) iraniano está reexaminando o uso de águas iranianas no Estreito de Ormuz, por embarcações estrangeiras. Há projetos de lei em exame, para bloquear o trânsito de embarcações de guerra estrangeiras por águas territoriais iranianas através de Ormuz sem prévia permissão das autoridades iranianas; a Comissão de Segurança Nacional e Política Exterior do Parlamento do Irã está examinando projetos de lei que manifestarão a posição oficial do Irã, orientada pelos interesses estratégicos e da segurança nacional do Irã. [1]
Em 30 de dezembro de 2011, o porta-aviões USS John C. Stennis passou pela área na qual o Irã desenvolvia exercícios navais. O Comandante das Forças Iranianas Regulares, major-general  Ataollah Salehi, alertou o USS John C. Stennis e outros navios dos EUA para que não voltassem ao Golfo Pérsico, enquanto durassem as manobras navais do Irã; acrescentou que o Irã não tem o hábito de dar o mesmo aviso duas vezes. [2] Pouco depois do duro aviso iraniano, o secretário de imprensa do Pentágono respondeu, em declaração em que se lia: “Ninguém, nesse governo procura confrontação [com o Irã] no Estreito de Ormuz. É importante baixar a temperatura.” [3]
Num cenário real de conflito militar com o Irã, é bastante provável que porta-aviões dos EUA tenham de realmente operar de fora do Golfo Pérsico, do sul, do Golfo de Omã e do Mar da Arábia. A menos que já seja operacional o sistema de mísseis que Washington está desenvolvendo nas petromonarquias ao sul do Golfo Pérsico, deve-se contar com a proibição de que grandes naves de guerra dos EUA cheguem ao Golfo. Isso, por causas associadas à geografia local e às capacidades de defesa do Irã.
A geografia contra o Pentágono: no Golfo Pérsico, a força naval dos EUA é limitada
As forças navais dos EUA – a Marinha e a Guarda Costeira dos EUA – são as maiores do mundo. Nada se compara às capacidades dos EUA em águas profundas e oceânicas. Mas ser a maior e a mais potente não implica que seja invencível. No Golfo Persa e no Estreito de Ormuz, as forças navais dos EUA são vulneráveis.
Apesar do poder e das muitas capacidades, a geografia trabalha literalmente contra o poder naval dos EUA no Estreito de Ormuz. O Golfo Pérsico, pelo menos em contexto estratégico e militar, é como um canal. Em termos figurativos, os porta-aviões e grandes navios de guerra dos EUA ficam ali confinados, pode-se dizer, “presos”, nas águas costeiras do Golfo Persa
É isso, precisamente, que amplia muito as já altas capacidades dos mísseis iranianos. O arsenal de mísseis e torpedos do Irã tem potencial para neutralizar as armas navais dos EUA em águas do Golfo Persa. Por isso os EUA tanto se empenham hoje para construir um “escudo” de mísseis no Golfo, associando nessa empreitada os países do Conselho de Cooperação do Golfo, já há alguns anos.
Até os pequenos barcos-patrulha iranianos no Golfo Persa, que parecem insignificantes e muito pequenos comparados a um porta-aviões ou a um destróier gigantes, são ameaça considerável às naves de guerra dos EUA, naquele cenário. Os barcos-patrulha podem disparar uma barreira de mísseis que, sim, podem danificar muito e, mesmo, destruir grandes navios de guerra. Além disso, os barcos-patrulha iranianos são quase indetectáveis e são alvos difíceis, porque são pequenos e rápidos.
As forças iranianas também podem minar as capacidades navais dos EUA no Golfo com mísseis lançados de terra, do interior do país, nas áreas próximas do norte do Golfo Pérsico. Já em 2008 oWashington Institute for Near East Policy reconheceu a ameaça, para forças navais dos EUA no Golfo, das baterias de mísseis costeiros, dos mísseis terra-mar e dos pequenos barcos armados com mísseis. [4] A Marinha do Irã também conta com drones, veículos anfíbios, minas, equipes de mergulhadores e minissubmarinos, que serão mobilizados em qualquer guerra naval assimétrica contra a 5ª Frota dos EUA.
O próprio Pentágono já comprovou, em simulações, que uma guerra no Golfo Pérsico seria desastrosa para os EUA. Exemplo disso é a operação Millennium Challenge 2002 (MC02), simulação de guerra no Golfo, feita entre julho e agosto de /2002, cuja preparação consumiu quase dois anos. Essa manobra naval gigante foi das maiores e mais caras jamais organizadas pelo Pentágono. A operação foi criada pouco depois de o Pentágono decidir que poderia fazer avançar a guerra no Afeganistão, se atacasse Iraque, Somália, Sudão, Líbia, Líbano e Síria, recolhendo ao final, como grande prêmio, o Irã – numa ampla campanha militar que daria aos EUA a primazia no milênio que se iniciava.
Depois de terminada a operação Millennium Challenge 2002, a operação foi oficialmente apresentada como simulação de guerra contra o Iraque de Saddam Hussein. De fato, sempre se tratou do Irã. [5] Os EUA já tinham as avaliações necessárias para a invasão do Iraque, que aconteceria pouco depois. E, detalhe importante, o Iraque jamais teve força naval que exigisse empenho total da Marinha dos EUA.
A operação Millennium Challenge 2002 foi, sim, simulação de guerra contra o Irã (na simulação chamado de “Red” [Vermelho] e apresentado como estado “bandido” [orig. rogue] do Oriente Médio no Golfo Persa). Só o Irã tem todas as características de território e forças militares apresentadas como de “Red” – dos botes-patrulha armados com mísseis até as unidades de motociclistas. Aquela simulação monstro foi feita porque Washington planejava atacar o Irã imediatamente depois de invadir o Iraque em 2003.
(…)
Não há qualquer dúvida entre os especialistas de que o formidável poder naval dos EUA resulta muito reduzido, pela geografia e pelas capacidades militares nos iranianos, no caso de combate no Golfo Pérsico e, de fato, em grandes partes também do Golfo de Omã. Longe de águas abertas, como no Oceano Índico ou no Oceano Pacífico, os EUA teriam de combater sob condições extremas, sem a garantia de suficiente tempo de resposta e, mais importante, ficariam impedidos de combater de uma distância considerada militarmente segura. Setores inteiros das defesas navais dos EUA, concebidos para combates navais em águas abertas e grandes distâncias entre os combatentes, são absolutamente imprestáveis, nas condições de combate no Golfo Persa.
Reduzir a importância do Estreito de Ormuz para enfraquecer o Irã?
O mundo inteiro sabe da importância do Estreito de Ormuz. E Washington e seus aliados sabem perfeitamente que os iranianos podem fechar militarmente o estreito por período significativo de tempo. Essa é a razão pela qual os EUA estão trabalhando com países do Conselho de Cooperação do Golfo – Arábia Saudita, Qatar, Bahrein, Kuwait, Omã e Emirados Árabes Unidos – para alterar o trajeto de oleodutos que evitem o Estreito de Ormuz e levem o petróleo do CCG diretamente ao Oceano Índico, Mar Vermelho e Mar Mediterrâneo. Washington também tem pressionado o Iraque para que busque vias alternativas em conversações com a Turquia, a Jordânia e a Arábia Saudita.
Esse projeto estratégico interessa muito também a Israel e à Turquia. Ancara tem mantido discussões com o Qatar sobre a instalação de um oleoduto que chegaria à Turquia através do Iraque. O governo turco tentou que o Iraque se interessasse por ligar os campos de petróleo do sul e do norte a rotas de trânsito que atravessariam a Turquia. É o projeto dos turcos, que se veem no futuro como corredor e importante elo de trânsito e ligação de energia.
Se o petróleo puder ser “desviado”, de modo a não ter de passar pelo Golfo Pérsico, ter-se-á removido importante elemento de vantagem estratégica a favor do Irã e contra Washington e seus aliados. Esse “desvio” do petróleo pode bem ser considerado exigência importante, em qualquer preparação dos EUA para guerra contra o Irã. Sem isso, pode-se dizer que os EUA não atacarão o Irã.
Nesse contexto inscrevem-se os oleodutos Abu Dhabi Crude Oil Pipeline ou Hashan-Fujairah Oil Pipeline, projeto patrocinado pelos Emirados Árabes Unidos e que dispensaria rota marítima pelo Golfo e o Estreito de Ormuz. O projeto foi concluído em 2006, o contrato assinado em 2007 e a construção começou em 2008. [8]Esse oleoduto liga diretamente Abu Dhabi ao porto de Fujairah no litoral do Golfo de Omã, no Mar da Arábia. Em outras palavras, levará o petróleo exportado pelos Emirados Árabes Unidos diretamente ao Oceano Índico. Foi apresentado oficialmente como meio para garantir segurança energética, evitando Ormuz (e tentando evitar também o exército iraniano). Além do oleoduto, o projeto prevê também a construção de um reservatório para armazenamento de petróleo em Fujairah – que está previsto para manter o fluxo de petróleo para o mercado internacional, no caso de o Golfo Persa ser fechado. [9]
Além do oleoduto Petroline (oleoduto saudita, leste-oeste), a Arábia Saudita também procura rotas alternativas, examinando portos vizinhos na costa sul, na Península Arábica, em Omã e no Iêmen. O porto de Mukalla, no Iêmen, no litoral do Golfo de Aden tem atraído especial atenção de Riad. Em 2007, fontes israelenses informaram com algum alarde que começava a ser projetado um oleoduto que ligaria os campos de petróleo sauditas aos portos de Fujairah nos Emirados Árabes, Muscat em Omã e Mukalla no Iêmen. A reabertura do Oleoduto Iraque-Arábia Saudita [orig. Iraq-Saudi Arabia Pipeline (IPSA)] – o qual, por ironia, foi construído por Saddam Hussein, que tentava escapar também do Estreito de Ormuz e do Irã – também foi discutida entre sauditas e governo do Iraque em Bagdá.
Se Síria e Líbano fossem convertidos em estados-clientes de Washington, seria possível ressuscitar o falecido oleoduto Trans-Arabian (Tapline), além de outras rotas que vão da Península Arábica à costa do Mediterrâneo pelo Levante. Cronologicamente, esse projeto explica os esforços de Washington para derrubar os governos de Síria e Líbano, tentando isolar o Irã, antes de os EUA atacarem diretamente Teerã.
Os exercícios navais da Marinha do Irã, Operação Velayat-90, que se realizaram em área bem próxima da entrada do Mar Vermelho no Golfo de Aden, fora de águas territoriais do Iêmen, também se estenderam pela parte do Golfo de Omã frente ao litoral de Omã e litoral leste dos Emirados Árabes Unidos. Dentre outras coisas, a operação Velayat-90 deve ser interpretada como sinal de que Teerã está preparada para operar também fora do Golfo Persa; e que pode bombardear ou bloquear também os oleodutos que tentam ‘desviar’ do Estreito de Ormuz.
Também nesse caso, a geografia joga a favor do Irã. As rotas ditas “alternativas”, porque evitam o Estreito de Ormuz, nem por isso alteram o fato de que a maioria dos campos de petróleo dos países que integram o Conselho de Cooperação do Golfo localiza-se no Golfo Pérsico ou em áreas próximas do litoral – o que implica que são alcançáveis pelos mísseis de longa distância dos iranianos. Como no caso do oleoduto Hashan-Fujairah, os iranianos podem facilmente interromper o fluxo de petróleo, pode-se dizer, na origem. Teerã sem dúvida deslocaria forças de terra, mar e ar, além dos mísseis, e forças anfíbias para todas essas áreas. De fato, o Irã nem precisa fechar o Estreito de Ormuz; os iranianos, de fato, têm ameaçado bloquear o fluxo de petróleo (o que não precisa ser feito, necessariamente, com bloqueio do Estreito de Ormuz).
Aos EUA só restou Guerra Fria, na disputa contra o Irã
Washington está em ofensiva contra o Irã, usando todos os meios ao seu alcance. As tensões em torno do Estreito de Ormuz e do Golfo Pérsico são apenas um dos fronts de uma muito perigosa guerra fria regional, de muitos fronts no Oriente Médio expandido, entre Teerã e Washington. Desde 2001, o Pentágono está em processo de reestruturação para “guerras não convencionais”, pensando em inimigos como o Irã [10]. Mas a geografia sempre operou contra o Pentágono e os EUA – e é o que explica que ainda não tenham encontrado solução para o dilema naval. Sem poder recorrer à guerra convencional, os EUA tiveram de recorrer, no caso do Irã, à guerra de espionagem, guerra econômica e guerra diplomática.
*Mahdi Darius Nazemroaya é pesquisador associado ao Centre for Research on Globalization (CRG), especializado em geopolítica e estratégia
*Texto extraído do blog Outras Palavras.
*Tradução: Vila Vudu
Notas do autor:
[2] 4/1/2012, Fars News Agency, “Iran Warns US against Sending Back Aircraft Carrier to Persian Gulf” January 4, 2011.
[3] 4/1/2012, Reuters, Parisa Hafezi, “Iran threatens U.S Navy as sanctions hit economy”.
[4] Fariborz Haghshenass, “Iran’s Asymmetric Naval Warfare” Policy Focus, no.87 (Washington, D.C.: Washington Institute for Near Eastern Policy, September 2010). Livro para download.
[5] 6/9/2002, Julian Borger, “Wake-up call” - The Guardian.
(…)
[8] 12/6/2011, Himendra Mohan Kumar, “Fujairah poised to be become oil export hub” Gulf News.
[9] Ibid.
[10] John Arquilla, “The New Rules of War” Foreign Policy, 178 (March-April, 2010): pp. 60-67.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Twitter mata al lider cubano Fidel Castro


Direto do Generaccion
osMartes, 03 de enero del 2012

Twitter mata al lider cubano Fidel Castro

Foto trucada aparece en la famosa red social del 'pajarito'.
Twitter mata al lider cubano Fidel Castro
Foto: Web
La famosa red social Twitter mató al líder cubano Fidel Castro, quien aparece en una foto supuestamente trucada que fue difundida el 28 de diciembre pasado y a los pocos minutos se convirtió en 'Trending Topic'.
De esta manera, el portal español El Mundo se encargó de reastrear la información en la red social y llegó hasta la cuenta de un periodista asentado en República Dominicana, quien reconoció haber sido el autor de la noticia por el Día de los Inocentes.
No obstante, los medios de todo el mundo empezaron a correr la información que el gobernante había dejado de existir.
Cabe indicar que el diario El Comercio de Ecuador informó que la imagen corresponde al 50 aniversario de la excomunión de Fidel Castro por parte de la Iglesia Católica.
Como se recuerda, Castro vive retirado de la política activa desde el año 2006 para otorgarle el cargo a su hermano Raúl Castro.