NÃO É SAUDOSISMO...

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NÃO É SAUDOSISMO...

... APESAR DE TER PASSADO, EM MINHA EXISTÊNCIA, PELOS MOVIMENTOS O PETRÓLEO É NOSSO E O NEFASTO PERÍODO DITATORIAL. SEMPRE APRENDI QUE ONDE HÁ FUMAÇA HÁ FOGO E NA POLÍTICA E RELAÇÕES INTERNACIONAIS SE APLICA MUITO BEM ESSE ADÁGIO POPULAR. LONGE DE SER ANTIAMERICANO E XENÓFOBO, ANALISO BEM ANTES DE EMITIR QUALQUER
OPINIÃO OU PENSAMENTO. TENHO RECEBIDO MUITOS LINKS E E-MAILS TRATANDO DO ASSUNTO INTERNACIONALIZAÇÃO DA AMAZÔNIA E JÁ POSTEI EM OUTRO BLOG, ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE O ASSUNTO. POR FORÇA DA MINHA PROFISSÃO - ANALISTA DE SISTEMAS - FUI PESQUISAR NA REDE O QUE HAVIA SOBRE O ASSUNTO. DEPAREI-ME COM APROXIMADAMENTE 23.300 LINKS. SE CONSIDERAR-MOS QUE PODEM HAVER 50% DE REPIQUES, AINDA SOBRAM AINDA 11.500 OPINIÕES. SE CONSIDERARMOS
50% PARA PRÓ E 50% PARA CONTRA, ENCONTRAREMOS 5.750 QUE SÃO CONTRA A INTERNACIONALIZAÇÃO DA AMAZÔNIA. VAMOS COMBINAR QUE SÓ 10% SEJAM POSIÇÕES BEM FUNDAMENTADAS E QUE POSSAM SER COMPROVADAS, SOBRAM 575 ARTIGOS QUE MANDAM EMBORA OS YANKEES( NÃO PODEM SER CHAMADOS ESTADOUNIDENSES, POIS OS MEXICANOS E BRASILEIROS TAMBÉM O PODEM SER - NORTEAMERICANOS TAMBÉM NÃO, POIS MEXICANOS E CANADENSES TAMBÉM O SÃO) - NÃO PEJORATIVO. VOU EM BUSCA DOS 575 ARTIGOS COERENTES.

sábado, 23 de julho de 2011

Existe o perigo da internacionalização da Amazônia?



UM POUCO FRACO NA ARGUMENTAÇÃO  USANDO REFRÕES SURRADOS. LEGISLAÇÃO INTERNA NÃO É EMPECILHO PARA INVASÕES. É MUITO SUBJETIVO QUALIFICAR MEDOS OU FOBIAS DE BRASILEIROS E MILITARES. DE UM LADO CRITICA O ABANDONO DE OUTRO A FORMA QUE O EXERCITO PROCURA TER APOIO PARA A OCUPAÇÃO DO NOSSO ESPAÇO.




Luís Indriunas.  "HowStuffWorks - Existe o perigo da internacionalização da Amazônia?".  Publicado em 12 de fevereiro de 2008  (atualizado em 11 de julho de 2008) http://pessoas.hsw.uol.com.br/internacionalizacao-amazonia.htm  (12 de julho de 2011)

Existe o perigo da internacionalização da Amazônia?
Introdução
internacionalização da Amazônia é um fantasma que vira e mexe volta à mídia. Muitas vezes por palavras de militares das Forças Armadas que têm entre suas preocupações tradicionais as questões de soberania nacional. Outras por declarações como as do então presidente da França, François Mitterrand, que, em 1991, disse que "o Brasil precisa aceitar asoberania relativa sobre a Amazônia". Outras vezes por deputados ou outras instituições que reclamam da presença de organizações não-governamentais internacionais na região.




Na internet, são freqüentes os boatos da existência de um livro didático de geografia norte-americano que separaria a região do resto do Brasil. O livro, na verdade, é uma farsa. Há também um interessante discurso sobre o tema do senador Cristovam Buarque, que inclusive está publicado no seublog, que volta e meia invade as caixas postais dos internautas. Enfim, a internacionalização parece mais uma dessas teorias da conspiração.

Historicamente, a Amazônia, no entanto, foi uma das partes mais separadas econômica, social e politicamente do resto do Brasil. Seja no Brasil Colônia, seja nos tempos contemporâneos. Só para entender o imbróglio, duas histórias dos interesses internacionais ou do desinteresse nacional com a região.

A correspondência do embaixador inglês no Brasil no início da independência brasileira (1822) mostra que o então regente Feijó pediuajuda militar inglesa e francesa, através dos seus embaixadores, para acabar como a Cabanagem, revolta separatista ocorrida na região. Já nos tempos de Dom Pedro 2º, o chefe do Observatório Naval de Washington defendeu a tese da livre navegação internacional do rio Amazonas, por causa do seu volume de água “oceânico”.

Desabitada e desconhecida, a região acabou sendo explorada pelo governo brasileiro de maneira mais efetiva apenas no século passado quandoMarechal Rondon, pai da política indigenista brasileira, começou a instalar os telégrafos na parte mais desabitada do país. Depois outros militares, principalmente durante a ditadura militar (1964-1984), decidiram “povoar” a região em nome da soberania nacional, criando as rodovias transamazônica e Belém-Brasília. Em 1985, durante a transição democrática, foi criado o Projeto Calha Norte, uma forma de ampliar a segurança na face norte do rio Amazonas a mais desabitada do país e a mais vulnerável.

Ao mesmo tempo, principalmente, nas últimas décadas do século 20 e no século atual, o interesse mundial pela região começou a crescer de uma maneira muito maior que, por exemplo, nos tempos do ciclo da borracha. Afinal, o mundo se deu conta dos perigos da devastação desenfreada da natureza que provoca fenômenos como o aquecimento global e a maiorfloresta tropical do mundo começou a ter mais importância. A biodiversidade, ainda hoje, em grande parte, desconhecida da região, é alvo dos olhos de cientistas e biopiratas. E as empresas de capital internacional investem principalmente no setor de extração atrás das riquezas da região.
Bom, por essas e por outras, a região é de interesse mundial. Mas e a internacionalização da região é realmente um perigo.



A pan-amazônia
É bom lembrar para que a tal região amazônica não é uma exclusividade brasileira. O Brasil tem a maior parte (cerca de 80%) dos 7 milhões de quilômetros quadrados. O restante fica com a Venezuela, Suriname, Guiana, Guiana Francesa, Equador e Colômbia, formando a pan-amazô


O fantasma e a realidade

Internacionalização quer dizer, para os dicionários, tornar-se internacional ouato de trazer algo sob controle internacional. No aspecto político, o termo pode querer dizer a quebra de uma soberania nacional em determinada região. A Constituição brasileira não permite, já no seu primeiro artigo, dizendo que “a República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal...”


Nos acordos internacionais, o princípio absoluto da não intervenção temparâmetros estabelecidos na ordem global e passa a admitir como exceções a intervenção – inclusive armada – para o (r)estabelecimento de regimes democráticos, a proteção da propriedade privada e a defesa dos direitos humanos. Foram alguns dos argumentos para acontecer a intervenção dos Estados Unidos no Iraque após a queda do ditador Saddam Hussein.


Há, no entanto, um outro tipo de internacionalização que nada mais é do que a forma como o capitalismo se estruturou desde o século passado e que chamamos de globalização. A grosso modo, é a diminuição das limitações para trocas comerciais entre países. Na prática, é o que vemos em todos os países: empresas multinacionais instaladas e produtos oriundos dos mais diferentes países.


Olhando por esses dois ângulos, podemos dizer que a quebra da soberania brasileira, como teme o exército quando se fala da Amazônia, é praticamente uma fantasia. Não há governo, estadista ou político que fale do assunto com esses viés atualmente. Do outro lado, a globalização está completamente presente na região. Seja pela presença de diversas multinacionais, principalmente nos setores mineral e madeireiro, seja pela número de institutos de pesquisas e organizações não-governamentais (ONGs) presentes na região.


Aliás, são, principalmente, as ONGs a grande preocupação do Exército que as consideram possíveis criminosos e estariam tomando o lugar do Estado. Durante uma audiência da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, da Câmara dos Deputados, o secretário de Política, Estratégia e Assuntos Internacionais do Ministério da Defesa, general-do-Exército Maynard Marques Santa Rosa, disse que há 100 mil organizações não-governamentais operando na Amazônia brasileira. Para ele, as ONGs visam principalmente a defesa do meio ambiente e dos direitos indígenas, mas, segundo ele, "muitas têm interesses ocultos como tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, tráfico de armas e de pessoas e até mesmo espionagem".


Para muitos pesquisadores, o que há, na verdade, é uma intenção do Exército brasileiro de ir atrás de um novo “inimigo”. Como aponta Andréa Zhouri, do departamento de Sociologia e Antropologia, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), “os ambientalistas passaram a ocupar, juntando-se aos comunistas, o mesmo lugar simbólico e político de “inimigos da nação” no imaginário militar”.


Obviamente, há diversos jogos de interesses conflitantes na região que tem a ver tanto com setores internacionais ou globalizados, como com nacionais e regionais. Enquanto isso, a Amazônia se internacionaliza como praticamente todas as regiões do mundo.

domingo, 17 de julho de 2011

BILDERBERGER - O QUE É ISSO?

ISSO É QUE GOVERNA O MUNDO!!! INCLUSIVE O BRASIL!!!



Breve história

Bilderberg leva o nome do hotel na Holanda, onde a primeira reunião teve lugar em Maio de 1954. Esse encontro pioneiro surgiu da preocupação manifestada pelos cidadãos líder em ambos os lados do Atlântico que a Europa Ocidental e América do Norte não estavam trabalhando juntos, tanto quanto eles devem a problemas comuns de importância crítica. Considerou-se que regular, off-the-record discussões ajudaria a criar uma melhor compreensão das forças complexas e as principais tendências que afetam os países ocidentais no período pós-guerra difícil.
A Guerra Fria já terminou. Mas em praticamente todos os aspectos, há mais, não menos, problemas comuns - desde o comércio ao emprego, da política monetária para os investimentos, a partir de desafios ecológicos para a tarefa de promoção da segurança internacional. É difícil pensar em qualquer grande problema nem na Europa nem na América do Norte, cuja solução unilateral não teria repercussões para o outro.
Assim, o conceito de um fórum europeu-americano não foi ultrapassado pelo tempo. O diálogo entre essas duas regiões ainda é - mesmo cada vez mais - crítica.

Caráter de reuniões

O que é único sobre Bilderberg é como um fórum
  • o cross-section largo dos cidadãos principais que são montados por quase três dias de discussão informal e off-the-record sobre temas de interesse atual, especialmente nas áreas de relações exteriores e da economia internacional;
  • o forte sentimento entre os participantes que, perante as diferentes atitudes e experiências das nações ocidentais, continua a existir uma clara necessidade de desenvolver um entendimento em que essas preocupações podem ser acomodados;
  • a privacidade das reuniões, que não tem outro propósito além de permitir que os participantes dizem o que pensam de forma aberta e livremente.

Em suma, Bilderberg é um pequeno, flexível, fórum informal e off-the-record internacional em que diferentes pontos de vista podem ser expressos e entendimento mútuo. Única atividade Bilderberg é a sua conferência anual. Nas reuniões, sem resoluções são propostas, sem votações, e não declarações de política emitidos. Desde 1954, 59 conferências têm sido realizadas. Para cada reunião, os nomes dos participantes, bem como a agenda são feitos públicos e disponíveis para a imprensa.

Participantes

Convites para conferências Bilderberg são estendidas pelo presidente após consulta com os membros do Comitê Gestor. Os participantes são escolhidos pela sua experiência, seu conhecimento, sua posição e sua contribuição para a agenda selecionada.
Há geralmente são cerca de 120 participantes, dos quais cerca de dois terços vêm da Europa e do saldo da América do Norte. Cerca de um terço é do governo e da política, e dois terços de finanças, indústria, trabalho, educação e comunicação. Os participantes freqüentam Bilderberg a título privado e não um funcionário.

Governação e de financiamento

Bilderberg é governada por um Comitê Gestor que designa um Presidente, os membros são eleitos para um mandato de quatro anos e pode ser reeleito. Não há outros membros da conferência Bilderberg. Principais responsabilidades da Presidência são para presidir a Comissão de Coordenação e preparar com o Comitê Gestor do programa da conferência, a seleção dos participantes. Ele também faz sugestões ao Comité Director sobre a sua composição. O Secretário Executivo relatórios ao Presidente. As despesas de manutenção da Secretaria pequenos das reuniões Bilderberg são cobertos inteiramente por subscrição privada. Os custos da hospitalidade da reunião anual são da responsabilidade do membro do Comitê Diretivo (s) do país anfitrião.

Governo

Bilderberg é governada por um Comitê Gestor que designa um Presidente, os membros são eleitos para um mandato de quatro anos e pode ser reeleito. Não há outros membros da conferência Bilderberg. Principais responsabilidades da Presidência são para presidir a Comissão de Coordenação e preparar com o Comitê Gestor do programa da conferência, a seleção dos participantes. Ele também faz sugestões ao Comité Director sobre a sua composição. O Secretário Executivo relatórios ao Presidente.

Presidente

Henri de Castries
Presidente e CEO, AXA

DEUAckermann, JosefPresidente do Conselho de Administração eo Comitê Executivo do Grupo, o Deutsche Bank AG
GBRAgius, MarcusPresidente, o Barclays PLC
EUAAltman, Roger C.Presidente, Evercore Partners Inc.
PRTBalsemão, Francisco PintoPresidente e CEO, IMPRESA, SGPS, ex-primeiro-ministro
ITABernabé, FrancoCEO, a Telecom Italia SpA
ESPCebrián, Juan LuisCEO, PRISA
CANClark, Edmund W.Presidente e CEO da TD Bank Financial Group
GBRClarke, KennethMembro do Parlamento
BELDavignon, EtienneMinistro de Estado
DEUEnders, ThomasCEO, Airbus SAS
DNKFederspiel, UlrikO vice-presidente, Global Affairs, Haldor Topsoe A / S
NLDHalberstadt, VictorProfessor de Economia Pública, Universidade de Leiden
EUAJohnson, James A.Vice-Presidente, Perseus, LLC
GBRKerr, JohnCasa-Membros, dos Lordes; Vice-Presidente, Royal holandesa Shell plc;
EUAKleinfeld, KlausPresidente e CEO da Alcoa
TURKoç, Mustafa V.Presidente, Koç Holding AS
EUAKravis, Marie-JoséeSenior Fellow, Hudson Institute
EUAMathews, Jessica T.Presidente, o Carnegie Endowment for International Peace
FRAMontbrial, Thierry dePresidente, Instituto Francês de Relações Internacionais (IFRI)
ITAMonti, MarioPresidente, Universita Commerciale Luigi Bocconi
EUAMundie, Craig J.Pesquisa e Diretor de Estratégia, Microsoft Corporation
NORMyklebust, EgilEx-presidente do Conselho de Administração da SAS, Norsk Hydro ASA
DEUNass, MatthiasCorrespondente Internacional chefe, Die Zeit
FINOllila, JormaPresidente, Royal holandesa Shell plc
EUAPerle, Richard N.Fellow residente, American Enterprise Institute for Public Policy Research
CANReisman, HeatherPresidente e CEO, Indigo Books & Music Inc.
AUTScholten, RudolfMembro do Conselho de Administração Executivo, Oesterreichische Kontrollbank AG
IRLSutherland, Peter D.Presidente, Goldman Sachs International
EUAThiel, Peter A.Presidente, Clarium Capital Management, LLC
GRCTsoukalis, LoukasPresidente, ELIAMEP
CHEVasella, Daniel L.Presidente, Novartis AG
SWEWallenberg, JacobPresidente, a Investor AB

Membro do Grupo Consultivo

EUADavid Rockefeller

Conferências 2010-1954

3-6 jun 2010 Sitges, Espanha

  • Eventos atuais: a Coréia do Norte, Irã e de Não-Proliferação
  • Resfriamento global: Implicações do crescimento econômico lento
  • A crescente influência de Cyber ​​Tecnologia
  • Reforma Financeira está progredindo?
  • EUA e da Europa Desafios Fiscal e Financeiro
  • A União Europeia ea Crise do Euro
  • Promessas de Ciências Médicas
  • Promessas de energia e Desafios
  • Segurança em um Mundo proliferadas
  • Redes Sociais: A partir da campanha de Obama para a Revolução Iraniana
  • Europa-EUA: Uma Nova Abordagem
  • Paquistão, Afeganistão e da Região
  • Podemos alimentar o mundo?

18-20 março 1955 Barbizon, França

  • Levantamento dos da Europa Ocidental-EUA relações desde a Conferência de Bilderberg primeiro
  • Infiltração comunista em vários países ocidentais
  • As pessoas não confirmadas:
    - Os aspectos políticos e ideológicos
    - Aspectos econômicos
  • 20-22 março 1964 Williamsburg, Virginia, EUA

    As consequências para a Aliança Atlântica de:
    • Mudanças aparentes no mundo comunista
      - desenvolvimento interno Soviética
      - O Bloco Comunista
    • Possíveis mudanças na atitude da URSS para o Ocidente
    • Desenvolvimentos mais recentes dentro do mundo ocidental
      - político
      - militar
      - econômica




    • http://www.bilderbergmeetings.org/index.php

sábado, 16 de julho de 2011

sexta-feira, 15 de julho de 2011

INTERNACIONALIZAÇÃO DA AMAZÔNIA - UMA VOZ COERENTE

APESAR DE TER DOIS ANOS DE PUBLICAÇÃO, ESTÁ ATUAL E EQUILIBRADA. MERECE SER REPLICADA PARA TODOS OS LADOS, PRINCIPALMENTE PARA NOSSAS AUTORIDADES. BOA LEITURA.

Ainda o mito da internacionalização da Amazônia, artigo de Henrique Cortez
Publicado em abril 23, 2008 por HC
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[EcoDebate] Com o impasse na Terra Indígena Raposa Serra do Sol foram retomados os discursos inflamados sobre o pseudo-risco da internacionalização da Amazônia, inclusive servindo de lastro para acusar os indígenas, ambientalistas, ONGs e críticos da devastação, como se estivessem a soldo de interesses escusos. Como pano de fundo, temos o medo de uma pretensa internacionalização de nossa Amazônia.
Aliás, freqüentemente falamos da nossa Amazônia, das ameaças à nossa Amazônia, dos desafios da Amazônia brasileira e por aí vai, sempre esquecendo que a região não é apenas nossa. O eterno argumento em defesa da “nossa Amazônia” contra a internacionalização é um equívoco, porque, composta por 8 países, a Amazônia continental já é internacionalizada.
Nossa Amazônia não é só nossa e não corre risco de ser “internacionalizada”, pois já pertence a mais sete países vizinhos. Precisamos é agir em parceria em sua defesa, pelo seu desenvolvimento e pela conservação de seus recursos naturais. Devemos ter a responsabilidade de compreender que os equívocos de nossas políticas públicas (ou da ausência delas) na conservação e uso sustentável da “nossa amazônia” afetam diretamente mais 7 países e, indiretamente, todo continente e, em seguida, todo o planeta.
A omissão das autoridades, a falta de uma compreensão real e efetiva do que seja desenvolvimento sustentável, a descontrolada expansão da fronteira agropecuária e a atuação impune de grileiros e madeireiros são claros componentes da sua devastação. A expansão irresponsavelmente descontrolada da fronteira agropecuária está devastando o presente e pode exterminar o futuro, não apenas do cerrado e da Amazônia, como de toda a agricultura sustentável de nosso país.
Todas as autoridades públicas, têm a obrigação de saber disto e atuar na defesa dos interesses nacionais, sem apelar para o fácil argumento de um pretenso inimigo externo, como justificativa para a ocupação e exploração irresponsável.
Mais uma vez reafirmo que, como muitos outros ambientalistas, compreendo o desenvolvimento sustentável como sendo socialmente justo, economicamente inclusivo e ambientalmente responsável. Se não for assim não é sustentável. Aliás, também não é desenvolvimento. E continuaremos repetindo à exaustão que este equivocado modelo de desenvolvimento é apenas um processo exploratório, irresponsável e ganancioso, que atende a uma minoria poderosa, rica e politicamente influente.
O discurso do risco de internacionalização, com invasão pelos marines e tudo mais, apenas serve à direita desenvolvimentista. É importante lembrar que a ditadura militar cansou de usar o pseudo-argumento “Integrar para não entregar”, na tentativa de justificar a ocupação desordenada da Amazônia, raiz de sua devastação. Foi justamente durante o regime militar que a ocupação desordenada se institucionalizou, inclusive com a migração de milhares de nordestinos para a Amazônia, iludidos com o slogam “uma terra sem povo, para um povo sem terra”.
Todos os recursos da Amazônia, a nossa e dos outros, já estão à disposição do mercado internacional, tendo em vista a perpetuação de nossa pauta colonial de exportação de produtos primários, que corresponde a mais de 90% de nossas exportações. Ninguém precisa nos invadir simplesmente porque já vendemos tudo aos “melhores” preços, sem que isto tenha realmente contribuido para a melhoria dos indicadores sociais e econômicos da região. Ninguém precisa tomar a “nossa” Amazônia para ter o que já oferecemos.
Os “nacionalistas”, defensores incondicionais da expansão da fronteira agropecuária para a Amazônia, sempre reforçam a idéia de que o Brasil pode alimentar o mundo, ou seja, são defensores que o Brasil seja uma “fazendona” à serviço do mundo, do mesmo modo que é desde o período colonial. Pensando bem, não é difícil perceber quem, de fato, está à serviço dos interesses internacionais.
A preocupação dos militares com a segurança nacional e a integridade territorial é compreensível, mas a ojeriza aos territórios indígenas passa dos limites. Declarações risíveis, com uma análise paranóica-xenófoba, com uma perspectiva militarista, “prima” ideológica de todos os “falcões” militares do mundo, que garantem a sobrevivência e as verbas com pseudo-ameaças. Os militares norte-americanos também pensam assim. O militarismo apenas se justifica com potenciais inimigos internos ou externos, ou ambos.
Além de ser um discurso desnecessariamente militarista, ele também é carregado de preconceito, que apenas compreende o modelo de desenvolvimento (qualquer um) e de nação a partir da ótica colonizadora, recusando reconhecer que os indígenas são cidadãos brasileiros. Se as fronteiras amazônicas estivessem realmente sob risco, não haveria razão para apenas 17 soldados protegerem uma faixa de 1.385 quilômetros de divisa no extremo norte do Pará , ou para o efetivo das forças armadas ser mínimo na Amazônia e máximo no Rio de Janeiro, São Paulo ou Minas Gerais.
Se o efetivo for proporcional ao risco de conflito, podemos concluir que o Rio de Janeiro é muito mais ameaçado do que a Amazônia. Ou não? Cabe perguntar se é uma incoerência ou uma irresponsabilidade. Ou oportunismo. Os leitores decidem.
As terras indígenas são parte efetiva do território nacional, como destacou Roberto Liebgottem entrevista à IHU On-Line: O que está acontecendo em Raposa Serra do Sol pode mostrar uma perda da soberania brasileira sobre a região? Roberto Liebgott – Isso é uma outra falácia que as autoridades locais, os políticos e a elite da região tentam passar para a sociedade. Na verdade, o que é uma terra indígena? Uma terra indígena é propriedade da União. Então, na medida em que o governo demarca uma área, ela passa a ser propriedade exclusiva da União com usufrutos dos povos indígenas. Então, demarcar terras indígenas é assegurar que o patrimônio da União seja garantido, inclusive constitucionalmente.
Voltando ao assunto principal, além dos discursos e bravatas, pouco ou nada fazemos de real pelo desenvolvimento sustentável da Amazônia, da nossa e dos nossos vizinhos, além de não temos uma verdadeira estratégia de integração com os demais países amazônicos.
Para que a “nossa” Amazônia seja realmente nossa, precisamos retoma-la dos grileiros, madeireiros ilegais, agro-gananciosos, garimpeiros ilegais e outros devastadores, incluindo políticos que ainda agem como donatários das Capitanias Hereditárias. Ela será nossa na exata medida em que formos efetivamente responsáveis pelo seu destino.
Não creio que corremos o risco real de ter a “nossa” Amazônia invadida em prol da governança global, mas certamente teremos problemas nas relações multilaterais, no acesso aos financiamentos internacionais e no boicote aos nossos produtos e serviços, inclusive justificando uma renovada onda protecionista. Este é um risco real e imediato.
Não há como negar que seremos cobrados e muito. Cobrados e com razão. Mas ainda temos tempo e oportunidade de dizer a nós mesmos, antes de dizer ao mundo e aos nossos vizinhos, que somos capazes de agir com responsabilidade e seriedade.
Henrique Cortez, ambientalista, coordenador do portal e do blog EcoDebate

segunda-feira, 11 de julho de 2011

INTERNACIONALIZAÇÃO DA AMAZÔNIA - FOGO AMIGO - CONTRAPONTO

EU AINDA TENHO O MESMO PENSAMENTO DESCRITO NO PINGAFOGO NO BLOG http://blogdosentapua.blogspot.com SOB O TÍTULO
2 - ABSURDO

O que aconteceu no Congresso Brasileiro acerca das mortes dos ASSENTADOS no Pará é inominável. Fiquei estarrecido com a COMEMORAÇÃO PELA MORTE DE DOIS SERES HUMANOS QUE ESTAVAM DEFENDENDO A LEI. A investigação da morte dos dois deveria iniciar pelos manifestantes, como coniventes que foram, apoiando a ação de bandidos. A bancada ruralista não está por trás disso? A vaia comemorativa é  um forte indício.
PORQUE TENHO ESSE PRESSENTIMENTO?

QUEM É KATIA ABREU?

WIKIPÉDIA RESPONDE:

Líder dos agropecuaristas

Destacou-se entre os produtores da região e logo tornou-se presidente do Sindicato Rural de Gurupi.
Em seguida, foi eleita presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Tocantins, cargo que exerceu por quatro mandatos consecutivos entre 1995 e2005.
Em novembro de 2008 é eleita presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), para o triênio 2008 a 2011. A entidade representa 27 federações estaduais, 2142 sindicatos rurais por todo o Brasil e mais de um milhão de produtores sindicalizados.

[editar]Carreira política

Em 1998, Kátia Abreu disputou pela primeira vez uma cadeira na Câmara dos Deputados, ficando como primeira suplente. Assumiu a vaga em duas oportunidades entre abril de 2000 e abril de 2002. Foi escolhida para presidir a Bancada ruralista no Congresso Nacional, sendo a primeira mulher no país a comandá-la, que na época contava com 180 integrantes. Em 2002, foi efetivamente eleita para aCâmara dos Deputados com 76.170 votos, a mais votada no Estado do Tocantins.
Em 2006 concorreu e venceu a eleição a uma vaga ao Senado Federal derrotando Eduardo Siqueira Campos que tentava a reeleição.
Em 2009 a Kátia Abreu figura entre as cem personalidades mais influentes do Brasil, numa lista seleta publicada pela edição especial da Revista Época.[1] Dentre as cem personalidades destacam-se trinta personalidades políticas, dentre os quais somam cinco senadores da República.
Em entrevista a revista veja a senadora, fazendo críticas as políticas para o agronegócio dos ministérios do trabalhodesenvolvimento agrário e meio ambiente do governo Lula, fez um desafio aos ministros:
Quero fazer um desafio aos ministros: administrar uma fazenda de qualquer tamanho em uma nova fronteira agrícola e aplicar as leis trabalhistas, ambientais e agrárias completas na propriedade...Se depois de três anos eles conseguirem manter o emprego e a renda nessa propriedade, fazemos uma vaquinha, compramos a terra para eles e damos o braço a torcer, reconhecendo que estavam certos.[2]

[editar]Críticas

Sua atuação em defesa dos agropecuaristas tem gerado animosidade entre alguns ecologistas e o Ministério do Meio Ambiente. Foi rotulada pelos ativistas ambientalistas como "Miss Desmatamento".[3] É acusada de ter recebido dinheiro ilegalmente para a sua campanha ao Senado por meio da CNA que teria pago R$ 650.000,00 à empresa de publicidade contratada para promover a campanha.[4]
Recebe críticas por atuar de forma contrária à Reforma Agrária no Brasil. Também é criticada por manter dois terrenos improdutivos que concentram 2500 hectares de terra.[5]
É acusada de ter se beneficiado de uma ocupação ilegal de terras que expulsou 80 famílias de pequenos agricultores.[6]
Recentemente, como presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, Kátia Abreu contratou a organização Contas Abertas para descobrir quanto custou e quem produziu a Campanha de TV e rádio "Carne Legal" (a campanha se constitui de três peças intituladas "Churrasco de desmatamento", "Picadinho de trabalho escravo" e "Filé de lavagem de dinheiro"), encomendada pelo Ministério Público Federal.[7]
A senadora Kátia Abreu é constantemente criticada por ecologistas e pelo Ministério Público, além de ser acusada de trocar os interesses dos cidadãos tocantinenses no Senado pelos anseios do agronegócio, e de tirar do consumidor o direito de saber a origem da carne que come.[8]

Referências

  1.  A Notícia
  2.  SCHELP, Diogo (2010). Entrevista Kátia Abreu. Revista Veja, editora Abril, edição 2162, ano 43, nº 17, pág. 25.
  3.  Ativistas detidos no Senado em entrega de faixa de Miss Desmatamento para Kátia Abreu. Greenpeace. Página visitada em 2 de junho de 2009.
  4.  Agência Brasil de Fato - Os inimigos da reforma agrária. Brasil de fato. Página visitada em 20 de Janeiro de 2010.
  5.  Agência Brasil de Fato - Os inimigos da reforma agráriahttp://www.brasildefato.com.br.+Página visitada em 20 de Janeiro de 2010.
  6.  Revista Carta Capital - Edição de Novembro de 2009.
  7.  O tempero da "Carne Legal". contasabertas.uol.com.br. Página visitada em 31 de julho de 2010.
  8.  Kátia Abreu e pecuaristas atacam esforços por uma produção limpa. À frente da CNA, a senadora esquece que ocupa uma cadeira no Congresso, onde deveria defender o cumprimento dasleis. portaldomeioambiente.org.br. Página visitada em 10 de agosto de 2010.

segunda-feira, 13 de junho de 2011


Estudo do IPEA desmascara o que os ruralistas tentam esconder


na página do Dep Ivan Valente


O texto do Código Florestal aprovado na Câmara irá mesmo causar mais desmatamentos e anistiar quem descumpriu a lei, comprometendo nossos recursos naturais e favorecendo principalmente os grandes proprietários de terra.
O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) é uma fundação pública federal vinculada à Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República. O estudo teve como objetivo avaliar os possíveis impactos do PL 1.876/99-C sobre as áreas de Reserva Legal (RL) no Brasil.
“Há tempos denunciamos que os ruralistas fizeram um texto para anistiar o crime ambiental e estimular o desmatamento. O estudo divulgado pelo IPEA confirma e põe números ao que vínhamos dizendo”, afirma Marcio Astrini, coordenador da campanha da Amazônia.

Veja abaixo alguns números apresentados pelo Estudo e suas consequências caso o texto aprovado entre em vigor:

Aumento do Desmatamento em 47 milhões de hectares.
O estudo considerou a hipótese de que a mudança da lei poderá influenciar desmatamentos futuros nas áreas isentas de reserva legal, levando a uma perda total da vegetação dessas áreas que deixarão de ser averbadas e ter assim proteção legal. A perda total de área de reserva legal, relativa aos imóveis de até quatro módulos fiscais, poderá chegar a 47 milhões de hectares. A maior parte dessa área ocorrerá na Amazônia com 24,6 milhões de há (53%).

Anistia = 29,6 milhões de hectares
135,7 milhões de hectares, correspondente à área dos imóveis de até quatro módulos fiscais, deixarão de compor a base de cálculo para recuperação de RL. O passivo total estimado isento de ser recuperado é de 29,6 milhões de hectares, sendo que a maior parte deste passivo ocorreu na Amazônia e é de 18 milhões de ha (61%).

Premiando quem desmatou
¨… anistiar os passivos e obrigar, sem nenhum benefício compensatório, a manutenção das RLs daqueles que cumpriram a lei vigente, sinalizaria que há a possibilidade de se beneficiar, no futuro, do descumprimento da legislação fundiária ou ambiental.
(…)
“A alteração do PL 1.876/99 apresenta outra implicação relevante: a anistia de recomposição das áreas de reserva legal pune o proprietário rural que está cumprindo a legislação atual, uma vez que haverá uma tendência de desvalorização do seu imóvel”

PL dos Ruralistas – De braços dados com o aquecimento global.
A pesquisa estimou que a quantidade de carbono que pode deixar de ser retida, caso os passivos de reserva legal hoje existentes nos imóveis de até quatro módulos fiscais sejam anistiados, é de 3.1 bi de tC. O bioma Amazônico seria onde a maior parte do carbono deixaria de ser incorporado à vegetação.
O documento ainda aponta que: ¨Os resultados obtidos neste estudo indicam que a alteração proposta no PL 1876/99 para as áreas de RL impactarão significativamente sobre a área com vegetação natural existente nos biomas brasileiros e sobre os compromissos assumidos pelo Brasil para redução de emissões de carbono.¨

O texto dos ruralistas não interessa á agricultura familiar
O estudo ainda questiona a serventia do texto aprovado á agricultura familiar. Segundo o texto, a lógica de permitir mais desmatamentos para a implementação da agropecuária convencional e de baixo valor por área não seria a melhor solução econômica para pequenos imóveis. Ao contrário, aponta que o uso econômico da floresta seria muito mais rentável á este tipo de agricultor:
“Ao prever a possibilidade de uso econômico das reservas legais, o Código Florestal
reconhece a potencialidade dessas áreas para o desenvolvimento econômico sustentável. Em primeiro lugar, são atividades ambientalmente adequadas, uma vez que necessitam que a vegetação seja preservada, o que permite seu uso permanente. Em segundo, sistemas sustentáveis de exploração da floresta são intensivos em mão-de-obra, consistindo, portanto, num potencial gerador de empregos e de desenvolvimento da agricultura familiar. Em terceiro, fornecem mais segurança econômica ao produtor, em virtude da diversificação e da menor incidência de pragas, comuns na monocultura. Em quarto, podem ser altamente rentáveis, podendo apresentar rendimentos por área mais elevados do que a agropecuária convencional para o pequeno produtor.
Os estabelecimentos agropecuários, sobretudo a pequena propriedade familiar, deveriam ser estimulados a conservar e recuperar suas reservas legais de forma a auferir rendimentos mediante o uso sustentável da floresta. Esse incentivo poderia vir por meio de políticas de estímulo ao uso sustentável da reserva legal.”

UNB
Pesquisadores do Centro de Desenvolvimento Sustentável da UnB apresentaram projeções sobre o aumento do desmatamento para o ano 2020 também levando em consideração o texto dos ruralistas aprovado na Câmara. Resultado: do jeito que está, o texto poderá provocar um desmatamento 47% maior que o previsto para 2020. Já se a legislação atual fosse mantida e o Estado aumentasse a fiscalização, o desmatamento seria 25% menor que o projetado para os próximos 10 anos.
Desde o início dos debates sobre o Código Florestal, a bancada da motosserra sempre lutou para manter cientistas e estudiosos fora deste debate. Agora sabemos o porquê: eles colocam no papel a verdade sobre as reais intenções dos ruralistas , completa Marcio Astrini.