NÃO É SAUDOSISMO...

IANKEES GO HOME

NÃO É SAUDOSISMO...

... APESAR DE TER PASSADO, EM MINHA EXISTÊNCIA, PELOS MOVIMENTOS O PETRÓLEO É NOSSO E O NEFASTO PERÍODO DITATORIAL. SEMPRE APRENDI QUE ONDE HÁ FUMAÇA HÁ FOGO E NA POLÍTICA E RELAÇÕES INTERNACIONAIS SE APLICA MUITO BEM ESSE ADÁGIO POPULAR. LONGE DE SER ANTIAMERICANO E XENÓFOBO, ANALISO BEM ANTES DE EMITIR QUALQUER
OPINIÃO OU PENSAMENTO. TENHO RECEBIDO MUITOS LINKS E E-MAILS TRATANDO DO ASSUNTO INTERNACIONALIZAÇÃO DA AMAZÔNIA E JÁ POSTEI EM OUTRO BLOG, ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE O ASSUNTO. POR FORÇA DA MINHA PROFISSÃO - ANALISTA DE SISTEMAS - FUI PESQUISAR NA REDE O QUE HAVIA SOBRE O ASSUNTO. DEPAREI-ME COM APROXIMADAMENTE 23.300 LINKS. SE CONSIDERAR-MOS QUE PODEM HAVER 50% DE REPIQUES, AINDA SOBRAM AINDA 11.500 OPINIÕES. SE CONSIDERARMOS
50% PARA PRÓ E 50% PARA CONTRA, ENCONTRAREMOS 5.750 QUE SÃO CONTRA A INTERNACIONALIZAÇÃO DA AMAZÔNIA. VAMOS COMBINAR QUE SÓ 10% SEJAM POSIÇÕES BEM FUNDAMENTADAS E QUE POSSAM SER COMPROVADAS, SOBRAM 575 ARTIGOS QUE MANDAM EMBORA OS YANKEES( NÃO PODEM SER CHAMADOS ESTADOUNIDENSES, POIS OS MEXICANOS E BRASILEIROS TAMBÉM O PODEM SER - NORTEAMERICANOS TAMBÉM NÃO, POIS MEXICANOS E CANADENSES TAMBÉM O SÃO) - NÃO PEJORATIVO. VOU EM BUSCA DOS 575 ARTIGOS COERENTES.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

AQUECIMENTO GLOBAL


Aquecimento Global – Molion – O cientista que não se curva aos ambientalistas radicais

Aquecimento Global – Molion – O cientista que não se curva aos ambientalistas radicais AGO 22 Posted by andrelmx
Este artigo é uma homenagem ao cientista brasileiro Luiz Carlos Baldicero Molion (cujo curriculum segue abaixo), que não se deixa levar pelas teses do terrorismo climático difundidas pelo ambientalismo radical, cuja maior ênfase é dada ao aquecimenmto global. Não quero dizer com isso que não esteja acontecendo um aquecimento do planeta. Como Molion afirma, isso é cíclico, ou não, pois depende de inúmeros fatores e não, exclusivamente, das emissões de CO2 antropogênicas (produzidas pelo homem). O eventual aquecimento global, no entanto, está sendo utilizado como pretexto para se tentar inibir o desenvolvimento sócio-econômico dos países mormente do Terceiro Mundo, com afirmações catastrofistas sem nenhum fundamento científico, numa atitude – como Molion diz (e muitos outros autores) – «neocolonialista», coisa de fundo geopolítico e malthusiano. Parabéns, Molion! Em seguida, apresento duas matérias, a primeira, apresentada no site forumdaliberdade.com.br, com o curriculum de Molion; a segunda, com alguns comentários do cientista sobre a farsa do aquecimento global, mostrada no site pt.novopress.info (Ecologia & Ambiente de 01/10/2007).
Os subtítulos foram acrescentados por mim para facilitar a leitura.
Quem é Molion
Quem é Luiz Carlos Baldicero Molion Luiz Carlos Baldicero Molion é bacharel em Física pela USP e doutor em Meteorologia – e Proteção Ambiental, como campo secundário – pela Universidade de Wisconsin, Estados Unidos. Concluiu seu pós-doutorado no Instituto de Hidrologia, em Wallingford, Inglaterra, em 1982, na área de Hidrologia de Florestas. É associado do Wissenschaftskolleg zu Berlin (Instituto de Estudos Avançados de Berlim), Alemanha, onde trabalhou como pesquisador visitante de 1989 a 1990. Molion tem mais de 30 artigos publicados em revistas e livros estrangeiros e mais de 80 artigos em revistas nacionais e congressos, em particular sobre impactos do desmatamento da Amazônia no clima; climatologia e hidrologia da Amazônia; causas e previsibilidade das secas do Nordeste; mudanças climáticas globais e regionais; camada de ozônio e fontes de energias renováveis. Foi cientista-chefe nacional de dois experimentos com a NASA sobre a Amazônia. Aposentou-se do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE/MCT), onde foi diretor de Ciências Espaciais e Atmosféricas, como Pesquisador Titular III. Entre 1990 e 1992, foi presidente da Fundação para Estudos Avançados no Trópico Úmido (UNITROP), Governo do Estado do Amazonas, em Manaus, onde desenvolveu pesquisas sobre desenvolvimento sustentado, em particular o biodiesel, combustivel renovável feito de óleos de palmáceas nativas. Trabalho atual
Atualmente, encontra-se na Universidade Federal de Alagoas (UFAL), em Maceió, como professor associado e diretor de seu Instituto de Ciências Atmosféricas (ICAT). Também desenvolve pesquisas nas áreas de dinâmica de clima, desenvolvimento regional, energias renováveis e dessalinização de água. É membro do Grupo Gestor da Comissão de Climatologia da Organização Meteorológica Mundial (MG/CCl/OMM), como representante da América do Sul.
Entre suas áreas de conhecimento e interesse, destaca a variabilidade e mudanças climáticas, particularmente os climas da Amazônia e Nordeste, os impactos de mudanças climáticas no desenvolvimento e proteção ambiental. No que diz respeito a recursos hídricos: água no sistema solo-planta-atmosfera, evaporação e evapotranspiração, mudanças climáticas e água. Tratando-se de desenvolvimento sustentado e energias renováveis (eólica, solar e aproveitamento de resíduos vegetais): óleos vegetais e biodiesel como combustiveis renováveis, métodos e equipamentos para tratamento e dessalinização de águas salobras, do mar e servidas.
Este trecho do post foi publicado no site www.forumdaliberdade.com.br.
Uma verdade inconveniente: dúvidas quanto ao aquecimento global Luiz Carlos Molion, brasileiro doutorado em metereologia, 61 anos, formado na Inglaterra e nos EUA, membro do Instituto de Estudos Avançados de Berlim, representante do Brasil na Organização Meteorológica Mundial exprime-se:
«O Grupo intergovernamental sobre a evolução do clima (GIEC) afirma que as concentrações de CO2 atingidas em 2005, de 339 ppm (partes por milhão), são as maiores dos últimos 650 000 anos. É ridículo. (…)
Ao longo dos últimos 150 anos, já atingimos 550 ppm e até 600 ppm.
(…) Estarão a recuperar medos antigos? Tenho imagens de uma manchete do Time anunciando, em 1945: «O mundo está a derreter».
Depois, em 1947, os títulos anunciavam o regresso de um período de glaciação.
Hoje em dia, fala-se de novo de aquecimento. Não quero dizer que os eventos sejam cíclicos, a verdade é que os fatores que afectam a metereologia terrestre são muito numerosos. (…) Trata-se de uma atitude neocolonialista: o domínio exerce-se através da tecnologia, da economia, e hoje em dia, também através de um terrorismo climático representado por essa ideia de aquecimento global. (…) Atualmente existem muitos fundos à disposição dos especialistas que defendem a tese do aquecimento do planeta. Esses fundos provêem de governos que cobram impostos a sectores industriais que são partes interessadas neste negócio. São muitos os cientistas que se vendem para ver os seus projectos aprovados».
Texto colocado pela Novopress em Ecologia & Ambiente de 01/10/2007
Fonte: Blog do Ambientalismo: http://blogdoambientalismo.com/molion-um-cientista-que-nao-se-curva...Compartilhe este Post:

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

O FUTURO AMARELO DO COMÉRCIO INTERNACIONAL



 
JOEL BENTO CARVALHOComentário de JOEL BENTO CARVALHO agora mesmo
Excluir comentárioQuando nas décadas de oitenta e noventa, começaram os movimentos de abertura total do comércio internacional, com as privatizações e sucateamentos da nossa indústria, os principais âncoras da Mídia Nacional, chegavam a babar ao falar dos tigres asiáticos. Não trouxeram, porém a público, as condições de trabalho (em navios sucateados, fundeados no mar, alojados ali mesmo e ganhando uma miséria). Babavam também quando falavam da carga horária e a ausência de impostos sobre o salário. Não comentaram que enquanto nós trabalhadores asseguramos a maioria dos impostos aqui no Brasil, enquanto as empresas, pagam uma ninharia perto do que faturam. Inverso do que acontece lá. Infelizmente os entreguistas venceram e ainda tentam voltar para o comando do Brasil. Temos mesmo que ficar atentos.
....Futuro negro pro Ocidente?
 

VAMOS PENSAR SERIAMENTE NISSO? SE PUDER, ME RETORNE COM SUA OPINIÃO.
GRATO
ABRS.
ARTUR















China: futuro NEGRO
 
 
Há 200 anos Napoleão Bonnaparte fez uma profecia, que está começando a realiza-se atualmente, ao dizer:
"Deixem a China dormir porque, quando ela acordar, o mundo vai estremecer" .

A China do Futuro e o Futuro é Hoje . . .
A verdade é que agora, tudo o que compramos é Made in China .
. . . . . . .. Eis um aviso para o futuro!
Mas quem liga para esse aviso?
Atualmente . . . . Ninguém !
Agora é só . . . . . aproveitar E APROVEITAR . . . !
E depois como será para os nossos filhos ?

JÁ PENSOU COMO FICARÁ A CHINA DO FUTURO?

Por Luciano Pires - Luciano Pires é diretor de marketing da Dana e profissional de comunicação . .
Alguns conhecidos voltaram da China impressionados .
Um determinado produto que o Brasil fabrica em um milhão de unidades, uma só fábrica chinesa produz quarenta milhões . . ..
A qualidade já é equivalente . E a velocidade de reação é impressionante .
Os chineses colocam qualquer produto no mercado em questão de semanas . . .
Com preços que são uma fração dos praticados aqui .

Uma das fábricas está de mudança para o interior, pois os salários da região onde está instalada estão altos demais: 100 dólares .
Um operário brasileiro equivalente ganha 300 dólares no mínimo que acrescidos de impostos e benefícios representam quase 600 dólares .
Quando comparados com os 100 dólares dos chineses, que recebem praticamente zero benefícios . . . . estamos perante uma escravatura amarela e alimentando-a . . .

Horas extraordinárias? Na China . . . ? Esqueça!!!
O pessoal por lá é tão agradecido por ter um emprego que trabalha horas extras sabendo que não vão receber nada por isso . . .

Atrás dessa "postura" está a grande armadilha chinesa .
Não se trata de uma estratégia comercial, mas sim de uma estratégia " de poder" para ganhar o mercado ocidental .

Os chineses estão tirando proveito da atitude dos 'marqueteiros' ocidentais, que preferem terceirizar a produção ficando apenas com o que ela "agrega de valor": a marca .

Dificilmente você adquire atualmente nas grandes redes comerciais dos Estados Unidos da América um produto "made in USA" .
É tudo "made in China", com rótulo estadunidense .

As Empresas ganham rios de dinheiro comprando dos chineses por centavos e vendendo por centenas de dólares . . .
Apenas lhes interessa o lucro ime dia to e a qualquer preço .
Mesmo ao custo do fechamento das suas fábricas e do brutal desemprego . É o que se pode chamar de "estratégia preçonhenta" .

Enquanto os ocidentais terceirizam as táticas e ganham no curto prazo, a China assimila essas táticas, cria unidades produtivas de
 altodesempenho, para dominar no longo prazo .

Enquanto as grandes potências mercadológicas que ficam com as marcas, com os designes . . . suas grifes, os chineses estão ficando com a produção, assistindo estimulando e contribuindo para o desmantelamento dos já poucos parques industriais ocidentais .

Em breve, por exemplo, já não haverá mais fábricas de tênis ou de calçados pelo mundo ocidental . Só haverá na China .

Então, num futuro próximo veremos os produtos chineses aumentando os seus preços, produzindo um "choque da manufatura", como aconteceu com o choque petrolífero nos anos setenta . Aí já será tarde demais .
Então o mundo perceberá que reerguer as suas fábricas terá um custo proibitivo e irá render-se ao poderio chinês .

Perceberá que alimentou um enorme dragão e acabou refém do mesmo .
Dragão este que aumentará gradativamente seus preços, já que será ele quem ditará as novas leis de mercado, pois será quem manda, terá o monopólio da produção .

Sendo ela e apenas ela quem possuirá as fábricas, inventários e empregos são quem vai regular os mercados e não os "preçonhentos" .

Iremos, nós e os nossos filhos, netos . . . assistir a uma inversão das regras do jogo atual que terão nas economias ocidentais o impacto de uma bomba atômica . . . chinesa .

Nessa altura em que o mundo ocidental acordar será muito tarde .

Nesse dia , os executivos "preçonhentos" olharão tristemente para os esqueletos das suas antigas fábricas, para os técnicos aposentados jogando boliche no clube da esquina, e chorarão sobre as sucatas dos seus parques fabris desmontados .

E então lembrarão, com muitas saudades, do tempo em que ganharam dinheiro comprando "balatinho dos esclavos" chineses, vendendo caro suas "marcas-grifes "aos seus conterrâneos .

E então, entristecidos, abrirão suas "marmitas" e almoçarão as suas marcas que já deixaram de ser moda e, por isso, deixaram de ser poderosas pois foram todas copiadas . . . . 
REFLITAM E COMECEM A COMPRAR - JÁ - OS PRODUTOS DE FABRICAÇÃO NACIONAL, FOMENTANDO O EMPREGO EM SEU PAÍS , PELA SOBREVIVÊNCIA DO SEU AMIGO, DO SEU
VIZINHO E ATÉ MESMO DA SUA PRÓPRIA . . . E DE SEUS DESCENDENTES



UM ALERTA INTERNACIONAL SOBRE A LÍBIA


segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Delegação brasileira barrada na Líbia pela OTAN

Publicado em 21/08/2011 por Mário Augusto Jakobskind
Tunis (Tunisia) - Estas linhas estão sendo elaboradas em Túnis, capital da Tunísia, onde uma delegação brasileira ficou retida por não poder ingressar na Líbia em função dos intensos bombardeios da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Em Trípoli não dá para chegar de avião, somente por terra e numa estrada a partir da fronteira com a Tunísia. Próximo daquela área houve durante quatro dias na semana que passou (e continuaram) combates entre os chamados rebeldes e as forças leais a Muammmar Kadafi.
Civis foram atingidos e ninguém pôde atravessar a fronteira para ir ao território líbio. Os que tentaram, como o médico líbio Heghan Abudeihna, que chegava do exterior via Tunísia foram atingidos. Integrantes da família do médico foram vitimados, segundo informações procedentes de Trípoli.
A OTAN não quer nem saber se seus ataques atingem ou não populações civis, o que o governo líbio garante acontecer e até chamou delegações de várias partes do mundo, não só a brasileira, como dos Estados Unidos, Itália e muitos outros países, para verificar de perto os acontecimentos, como os efeitos dos bombardeios da OTAN sobre a população civil.
Lamentavelmente, quando chegava a vez dos brasileiros, a última delegação que faria um relatório a ser apresentado à Organização das Nações Unidas, a ação militar da OTAN impediu a entrada, que se fosse acontecer colocaria em risco os nove integrantes, inclusive este jornalista, dois parlamentares, Protógenes Queiroz e Brizola Neto, entre outros. O próprio governo líbio recomendou a não ida, para evitar algum incidente de consequências fatais.

Na verdade, os insurgentes contra Kadafi só conseguem avançar, e mesmo assim por um tempo curto, com a ajuda da OTAN. Sem isso, provavelmente a crise já teria terminado com algum tipo de acordo político. Um dos objetivos da presença da delegação brasileira na Líbia era o de também colaborar no sentido de a paz retornar ao país norte africano.
Depois de seis meses de combates e menos um pouco de bombardeios das forças estrangeiras, uma coisa está clara: a crise não se resolverá militarmente, apesar das seguidas declarações de Madame Hillary Clinton falando hipocritamente em democracia.
Uma das propostas que voltou a ser sugerida, inclusive apoiada em nota da delegação brasileira, é a da realização de um plebiscito, sob a supervisão da ONU, para que o povo decida o regime a ser seguido no país. A OTAN, entretanto, ainda acredita que ao sufocar a capital líbia com bombardeios diários para dificultar a entrada de víveres e mesmo ajuda humanitária que chega à Líbia atravessando a estrada Djerba (na Tunísia) até Trípoli, conseguirá o objetivo de acabar com o regime atual na Líbia. Ou seja, a estratégia atual é de sufocar Trípoli impedindo a entrada de alimentos e combustíveis. E na guerra da informação, os rebeldes ganham força, o que é negado pelo governo líbio.
Se as forças anti-Kadafi tivessem povo mesmo como apregoam teriam realizado manifestações populares massivas, o que nunca aconteceu até agora. Os constantes ataques aéreos e o cerco atual a Trípoli é mais uma tentativa do Ocidente de acabar com o regime capitaneado por Kadafi. Por estas e muitas outras, países com reservas de petróleo, inclusive o Brasil, que se cuidem, porque a cobiça é cada vez mais intensa. No caso líbio ainda se soma o fator geopolítico do controle da região,
Então, a crise deverá continuar por mais tempo, apesar da mídia de mercado dizer o contrário ao apregoar que os dias do dirigente Kadafi estão contados. Se a estratégia dos bombardeios continuar não dando certo, já não se exclui a possibilidade de uma invasão da OTAN ao estilo Iraque.
Mas para tomar essa decisão, os integrantes da OTAN terão que pensar duas ou mais vezes, simplesmente pelo fato de o povo em Trípoli estar armado e preparado para responder a uma agressão estrangeira. Hillary Clinton, Obama, Sarkozy, Angela Merkel e mesmo Berlusconi sabem disso e terão de continuar ameaçando e agindo sem produzir resultados, a não ser prejudicando a vida do povo líbio, que quer viver em paz e sem intromissão estrangeira.
Em relação à Tunísia, os eleitores preparam-se para eleger a 23 de outubro próximo uma Assembleia Constituinte. Estão registrados 100 (cem mesmo) partidos. Alguns partidos islâmicos querem que a Tunísia volte ao tempo da sharia, a lei islâmica, que prevê, entre outras coisas, decapitações de mãos para determinados crimes, inclusive o roubo e assim sucessivamente.
O problema é complexo. Ditadores sanguinários e corruptos como Ben Ali, da Tunísia e Hosny Mubarak, do Egito, sempre usaram a força bruta para massacrar o povo com o pretexto de combate às Irmandades Muçulmanas. Os dois mencionados, que foram apeados do poder pelo povo, adotaram políticas econômicas neoliberais para empobrecer parcelas significativas do povo e ainda encher os seus bolsos e de seus familiares.
Em termos turísticos, a Tunísia atrai muitos europeus. É um país privilegiado em termos de belezas naturais e de história. Há quem diga até que a Tunísia é uma espécie de Turquia, mas sem marketing. Ou seja, um país privilegiado pela natureza e bastante badalado em vários quadrantes, inclusive pela classe média brasileira com recursos para viajar. Comparem quando alguém diz que “estou indo para a Turquia” com outro que anuncia a ida para a Tunísia.
É isso aí, poucos sabem que a Tunísia na década de 50, logo após a independência em 1956, o carismático líder Habib Bourguiba instituiu uma espécie de Bolsa Família oferecendo subsídios do Estado para famílias de baixa renda. E quem recebia eram as mulheres, por serem consideradas em melhores condições do que os homens para gerir o subsídio.
Bourguiba, um socialista e herói, que mais tarde fez concessões ao esquema do deus mercado, acabou deposto e então Ben Ali ocupou o comando instituindo uma ditadura policial das mais violentas da região. Bourgiba aboliu o uso do véu pelas mulheres, o que se manteve posteriormente. 
Agora, a 23 de outubro, os eleitores terão de escolher entre os 100 (cem mesmo) partidos para constituir uma Assembleia Constituinte, que terá a incumbência de tornar a Tunísia um país com leis na área social, entre outras coisas. Ou seja, depois da revolução que resultou no fim de uma das ditaduras mais cruéis dos últimos tempos no mundo, a Tunísia abre caminho para novos tempos. Se por algum motivo o processo nesse sentido for interrompido, provavelmente o povo voltará a se manifestar nas ruas exigindo reformas verdadeiras.

Mário Augusto Jakobskind é correspondente no Brasil do semanário uruguaio Brecha. Foi colaborador do Pasquim, repórter da Folha de São Paulo e editor internacional da Tribuna da Imprensa. Integra o Conselho Editorial do seminário Brasil de Fato. É autor, entre outros livros, de América que não está na mídia, Dossiê Tim Lopes - Fantástico/IBOPE

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

E Agora? Os capitalistas Capitulam??



quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Nouriel Roubini: “Karl Marx estava certo”

Na avaliação de Nouriel Roubini, professor de economia na Universidade de Nova York, a não ser que haja outra etapa de massivo incentivo fiscal ou uma reestruturação da dívida universal, o capitalismo continuará a experimentar uma crise, dado o seu defeito sistêmico identificado primeiramente por Karl Marx há mais de um século. Roubini, que há quatro anos previu a crise financeira global diz que uma das críticas ao capitalismo feitas por Marx está se provando verdadeira na atual crise financeira global.

 Joseph Lazzaro - The International Business Time
Há um velho axioma que diz que “sábia é a pessoa que aprecia a sinceridade quase tanto como as boas notícias”, e com ele como guia, situa decididamente o futuro na categoria da sinceridade.
O professor de economia da Universidade de Nova York, doutor Nouriel “Dr. Catástrofe” Roubini disse que, a não ser que haja outra etapa de massivo incentivo fiscal ou uma reestruturação da dívida universal, o capitalismo continuará a experimentar uma crise, dado o seu defeito sistêmico identificado primeiramente pelo economista Karl Marx há mais de um século.
Roubini, que há quatro anos previu acuradamente a crise financeira global disse que uma das críticas ao capitalismo feitas por Marx está se provando verdadeira na atual crise financeira global
A crítica de Marx em vigor, agora
Dentre outras teorias, Marx argumentou que o capitalismo tinha uma contradição interna que, ciclicamente, levaria a crises e isso, no mínimo, faria pressão sobre o sistema econômico. As corporações, disse Roubini, motivam-se pelos custos mínimos, para economizar e fazer caixa, mas isso implica menos dinheiro nas mãos dos empregados, o que significa que eles terão menos dinheiro para gastar, o que repercute na diminuição da receita das companhias.
Agora, na atual crise financeira, os consumidores, além de terem menos dinheiro para gastar devido ao que foi dito acima, também estão motivados a diminuírem os custos, a economizarem e a fazerem caixa, ampliando o efeito de menos dinheiro em circulação, que assim não retornam às companhias.
“Karl Marx tinha clareza disso”, disse Roubini numa entrevista ao The Wall Street Journal: "Em certa altura o capitalismo pode destruir a si mesmo. Isso porque não se pode perseverar desviando a renda do trabalho para o capital sem haver um excesso de capacidade [de trabalho] e uma falta de demanda agregada. Nós pensamos que o mercado funciona. Ele não está funcionando. O que é racional individualmente ... é um processo autodestrutivo”.
Roubini acrescentou que uma ausência forte, orgânica, de crescimento do PIB – coisa que pode aumentar salários e o gasto dos consumidores – requer um estímulo fiscal amplo, concordando com outro economista de primeira linha, o prêmio Nobel de economia Paul Krugman, em que, no caso dos Estados Unidos, o estímulo fiscal de 786 bilhões de dólares aprovado pelo Congresso em 2009 era pequeno demais para criar uma demanda agregada necessária para alavancar a recuperação da economia ao nível de uma auto expansão sustentável.
Na falta de um estímulo fiscal adicional, ou sem esperar um forte crescimento do PIB, a única solução é uma reestruturação universal da dívida dos bancos, das famílias (essencialmente das economias familiares), e dos governos, disse Roubini. No entanto, não ocorreu tal reestruturação, comentou.
Sem estímulo fiscal adicional, essa falta de reestruturação levou a “economias domésticas zumbis, bancos zumbis e governos zumbis”, disse ele.
Fora o estímulo fiscal ou a reestruturação da dívida, não há boas escolhas
Os Estados Unidos, disse Roubini, pode, em tese: a) crescer ele mesmo por fora do atual problema (mas a economia está crescendo devagar demais, daí a necessidade de mais estímulo fiscal); ou b) retrair-se economicamente, a despeito do mundo (mas se muitas companhias e cidadãos o fizerem junto, o problema identificado por Marx é ampliado); ou c) inflacionar-se (mas isso gera um extenso dano colateral, disse ele).
No entanto, Roubini disse que não pensa que os EUA ou o mundo estão atualmente num ponto em que o capitalismo esteja em autodestruição. “Ainda não chegamos lá”, disse Roubini, mas ele acrescentou que a tendência atual, caso continue, “corre o risco de repetir a segunda etapa da Grande Depressão”—o erro de ‘1937’.Em 1937, o presidente Franklin D. Roosevelt, apesar do fato de os primeiros quatro anos de massivo incentivo fiscal do New Deal ter reduzido o desemprego nos EUA, de um cambaleante 20,6% na administração Hoover no começo da Grande Depressão, a 9,1%, foi pressionado pelos republicanos congressistas – como o atual presidente Barack Obama fez com o Tea Party, que pautou a bancada republicana no congresso em 2011 – , rendeu-se aos conservadores e cortou gastos do governo em 1937. O resultado? O desemprego estadunidense começou o ano de 1938 subindo de novo, e bateu a casa dos 12,5%.
Cortar os gastos do governo prematuramente feriu a economia dos EUA em 1937, ao reduzir a demanda, e Roubini vê o mesmo padrão ocorrendo hoje, ao se seguir as medidas de austeridade implementadas pelo acordo da dívida implemented by the U.S. debt deal act.
Roubini também argumenta que os levantes sociais no Egito e em outros países árabes, na Grécia e agora no Reino Unido têm origem econômica (principalmente no desemprego, mas também, no caso do Egito, no aumento do custo de vida). Em seguida, argumenta que, ao passo que não se deve esperar um colapso iminente do capitalismo, ou mesmo um colapso da sua versão estadunidense, o capitalismo corporativo – capitalismo e mercados livres são rápidos demais e capazes de se adaptarem - dizer que a ordem econômica atual não está experimentando uma crise não é correto.
Tradução: Katarina Peixoto -Carta Maior

AS MÍDIAS INTERNACIONAIS NÃO NOTICIAM POR ALINHAMENTO AOS EEUUAA

17.08.11 - México
Indígenas de Cherán completam quatro meses de resistência contra madeireiros
 
Camila Queiroz
Jornalista da ADITAL
Adital
Cansados de ver seus bosques serem destruídos por madeireiros ilegais e pelo crime organizado, os indígenas purépechas, no município de Cherán, estado mexicano de Michoacán, resistem com barricadas e mais de 100 fogueiras, em cada esquina, desde o dia 15 de abril.
Em blog destinado a divulgar suas ações, os indígenas explicam que lutam contra os madeireiros e o crime organizado, que desde 2007 já roubaram 80% da madeira do local, ou seja, 20 mil dos 28 mil hectares.
No dia 15 de abril, os perépechas perceberam que a situação estava afetando inclusive as nascentes dos rios, pondo em risco os recursos hídricos. Toda a comunidade, de 20 mil pessoas, armou barricadas e fez fogueiras e, logo de manhã, impediu o acesso de caminhões e rendeu cinco madeireiros, soltos dias depois. Até agora, o conflito deixou mais de cinco desaparecidos, cinco assassinados e muitos feridos.
Em decorrência das ameaças dos madeireiros, crianças e adolescentes tiveram aulas em volta das fogueiras durante todo este período. Segundo a secretária de Educação do Estado, Graciela Andrade García Peláez, as escolas devem reabrir até o final do mês.
A resistência se dá coletivamente e os indígenas analisam que acabou por reavivar a convivência comunitária. "(…) a história deste povo escreve esse mesmo povo, que desde a data decisiva, e sem faltar uma só vez com suas noites, mantém guardas permanentes nos acessos e nos quatro bairros da comunidade, por meio da reativação de uma forma ancestral de organização, a ronda comunitária”, revelam.
Apesar do exemplo de luta e auto-organização, os indígenas não obtiveram resposta do governo, que se exime da responsabilidade. Com relação a isto, denunciam que os membros do Grupo de Operações Especiais da Procuradoria de Justiça Estatal são "omissos” com relação aos madeireiros, atitude que consideram reprovável. "Apesar de ter sido levantada e acordada em várias minutas em reuniões entre indígenas e autoridades, brilha por sua ausência a segurança pública solicitada”, reclamam.
Os indígenas deixam claro que não querem a presença do Exército mexicano ou da Polícia Federal Preventiva, pois acreditam que a ronda comunitária é um modo mais interessante de defesa. Por outro lado, pedem que as forças policiais vigiem alguns acessos, como a saída de Nahuatzen, onde têm visto ainda pessoas armadas.
Em entrevista ao site Periodismo Humano, a viúva do indígena dirigente do Comissariado Cultural, Tirso Madrigal, o primeiro assassinado pelos criminosos, cobra justiça e acusa o Estado de ser cúmplice dos madeireiros. "Parece que o governo está envolvido com o crime, senão, por que não nos ajudam?”, questiona.
Já o porta-voz dos indígenas, Salvador Campamur, enfatiza o sentido de conservação ambiental na luta em Cherán. "Isto não é uma demanda política ou econômica, vai mais além, de nossos bosques, de nossa mãe natureza depende nossa vida e continuar vivendo em nosso território e vamos continuar defendendo-o até que volte a normalidade”, declara.
Segundo os purépechas, o roubo da madeira teve início no ano de 2007, quando os madeireiros se aproveitaram de uma crise política na cidade, com as eleições para prefeito.
A partir de então, o bosque foi invadido pelos madeireiros e também o crime organizado resolveu levar sua parte. Os bandos passaram a cobrar um valor sobre cada caminhão de madeira que sai do município e, em compensação, "protegem” os madeireiros na ação ilegal.
Após a destruição de grande parte do bosque, surgiu mais um problema: o abacate. Agora, agronegociantes querem arrendar as terras para cultivar a fruta, o que os indígenas não aceitam, pois consumirá muita água e não faz parte da flora do lugar.